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G20, BRIC e o Brasil nas grandes negociações
Depois da crise, o Brasil ganhou espaço no G20, participou da primeira cúpula dos BRIC e levou posições às negociações climáticas.
Imagem ilustrativa criada com IA
10. G20, BRIC e o Brasil nas grandes negociações
2009–2010 • Lula II
Depois da crise, o Brasil ganhou espaço no G20, participou da primeira cúpula dos BRIC e levou posições às negociações climáticas.
Abertura
Em abril de 2009, Lula participou do G20 em Londres, que ampliou recursos das instituições financeiras e do financiamento do comércio. O Brasil comprou títulos do FMI, mudança simbólica em relação ao período em que dependia de programas do fundo. Em junho, Brasil, Rússia, Índia e China realizaram sua primeira cúpula em Ecaterimburgo. O encontro institucionalizou consultas, mas não criou naquele momento banco próprio ou moeda comum. Em setembro, Pittsburgh reconheceu o G20 como principal fórum de cooperação econômica internacional e apoiou reformas de cotas. Em dezembro, Lula participou da conferência climática de Copenhague e apresentou compromissos voluntários brasileiros. O acordo final foi político e ficou aquém do tratado vinculante esperado. Reformas financeiras avançaram gradualmente; Doha permaneceu inconclusa; e os BRIC só criariam novos instrumentos em etapas posteriores.
O que estava em jogo
Após a fase mais aguda da crise, o desafio era transformar a presença dos emergentes em influência institucional. O Brasil buscava reformar cotas do FMI, coordenar o G20 e consolidar o BRIC como espaço político, além de avançar em negociações de clima, comércio e segurança.
O percurso
Entre 2009 e 2010, Lula participou de cúpulas do G20, do BRIC, da ONU e de encontros na Europa, Ásia, África e Américas. A diplomacia alternou grandes fóruns econômicos com iniciativas próprias, como a primeira cúpula do BRIC realizada no Brasil.
Encontros e decisões
O G20 negociou reformas financeiras e mudanças de representação no FMI. Brasil, Rússia, Índia e China ampliaram a coordenação do BRIC. Em Copenhague, o Brasil participou do acordo político sobre clima; nas negociações comerciais, a Rodada Doha continuou sem conclusão.
Resultados documentados
A reforma aprovada pelo FMI transferiu parte das cotas para economias emergentes, embora sua implementação tenha demorado. O BRIC ganhou reuniões regulares e, com a entrada da África do Sul, tornou-se BRICS. No clima, o Acordo de Copenhague ficou abaixo das expectativas e não resolveu os impasses centrais.
O que aconteceu depois
O G20 e os BRICS permaneceram relevantes, mas com divergências crescentes entre seus membros. A experiência deu ao Brasil maior capacidade de iniciativa, embora reformas profundas da governança global continuassem incompletas.
Cronologia resumida
- 2 abr 2009: G20 Londres
- 16 jun: primeira cúpula dos BRIC
- set: G20 Pittsburgh
- dez: Copenhague
- abr 2010: segunda cúpula dos BRIC
Fontes consultadas (3)
- Declarações do G20 de Londres e Pittsburgh
- Declaração de Ecaterimburgo
- Convenção do Clima
Atualizado em 21 de setembro de 2026
