
Brasil em Transformação
Da banda larga às escolas conectadas
Do PNBL à estratégia de 2023, conectividade passou de expansão geral a requisito pedagógico nas escolas.
Imagem ilustrativa criada com IA
Dois marcos separados por treze anos mostram a evolução da inclusão digital e do uso educacional da internet.
No fim dos anos 2000, a internet de alta velocidade ainda era cara e concentrada, sobretudo nas regiões mais ricas e nos grandes centros. A falta de rede limitava acesso a serviços, informação, trabalho e educação. A política pública precisava ampliar infraestrutura e competição, mas também enfrentar desigualdades territoriais e de renda.
O Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010, instituiu o Programa Nacional de Banda Larga. Seus objetivos incluíam massificar a banda larga, promover inclusão digital e reduzir desigualdades sociais e regionais. O programa combinava coordenação pública, participação da Telebras e articulação com empresas e governos locais.
O decreto foi revogado em 2018, mas permanece como marco histórico. A expansão posterior ocorreu com novas tecnologias e programas, enquanto persistiram diferenças de preço, qualidade e cobertura. Ter sinal disponível em uma área não garante que famílias e instituições disponham de equipamentos, manutenção e capacidade de uso.
Em 2023, o Decreto nº 11.713 instituiu a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. O foco é universalizar conectividade de qualidade para usos pedagógicos e administrativos nas escolas públicas de educação básica. Isso exige velocidade adequada, rede interna, energia, dispositivos, segurança e apoio técnico, não apenas um ponto de internet na entrada do prédio.
A estratégia procura coordenar programas e recursos que antes podiam operar de forma fragmentada. O objetivo de universalização, porém, não deve ser descrito como resultado já alcançado. Escolas rurais, indígenas e localizadas em áreas remotas enfrentam custos e soluções técnicas diferentes. A formação de professores e o uso pedagógico pertencem também à agenda educacional.
A ligação entre PNBL e escolas conectadas mostra uma mudança de escala e finalidade. O primeiro buscou ampliar a banda larga no país; a estratégia de 2023 define requisitos para um ambiente específico. A relevância está em tratar conectividade como infraestrutura pública que precisa produzir acesso utilizável, com metas acompanhadas e qualidade verificável.
Dados em destaque
- 12 de maio de 2010: criação do PNBL.
- 2018: revogação do decreto do PNBL.
- 26 de setembro de 2023: Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.
Fontes consultadas (4)
- Decreto nº 7.175/2010
- Decreto nº 11.713/2023
- Ministério das Comunicações
- Ministério da Educação
Atualizado em 21 de setembro de 2026
