Representantes de diferentes países discutem segurança alimentar ao redor de um mapa-múndi.

Diplomacia

A Aliança Global contra a Fome e a tentativa de transformar experiência em cooperação

Lançada no G20, a iniciativa reuniu países e organizações para apoiar políticas contra fome e pobreza.

5 minutos

Imagem ilustrativa criada com IA

A experiência brasileira levada ao G20

A fome voltou a crescer em várias partes do mundo depois da pandemia, das guerras e do aumento do custo dos alimentos. Os programas existentes mostravam resultados, mas muitos países continuavam sem dinheiro, tecnologia ou apoio para colocá-los em prática na escala necessária.

Durante a presidência brasileira do G20, em 2024, o Brasil propôs a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. A iniciativa procura aproximar países que apresentam compromissos, instituições que oferecem conhecimento e fontes de financiamento. Em vez de criar uma única política para realidades diferentes, organiza uma cesta de soluções já avaliadas, como transferência de renda, alimentação escolar e apoio à agricultura familiar.

A proposta carrega aprendizados brasileiros, inclusive a importância de combinar renda, produção e acesso a serviços. Seu êxito dependerá dos compromissos assumidos, dos recursos realmente mobilizados e da capacidade de acompanhar resultados. Declarações internacionais ganham sentido quando ajudam governos a colocar comida na mesa e construir proteção duradoura. A aliança abriu esse caminho e colocou a erradicação da fome no centro da principal mesa econômica mundial.

14. Aliança Global contra a Fome

Governo ou período Governo Lula III, 2024

Lançada no G20, a iniciativa reuniu países e organizações para apoiar políticas contra fome e pobreza.

Uma proposta do G20

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza foi lançada em novembro de 2024 durante a Cúpula do G20 no Rio. Começou com 148 membros fundadores, entre eles 82 países, União Africana, União Europeia, organismos e instituições financeiras.

Experiência brasileira

Transferência de renda, alimentação escolar, agricultura familiar e compra pública de alimentos influenciaram a proposta. Essas políticas não podem ser copiadas mecanicamente: capacidade administrativa, orçamento e sistemas produtivos variam entre os países.

Como pretende funcionar

A estrutura busca conectar necessidades nacionais, políticas apoiadas por evidências e possíveis fontes de cooperação técnica ou financeira. Um país pode procurar apoio para implantar ou ampliar programa; parceiros podem oferecer conhecimento, recursos ou capacidade institucional.

Adesão não é execução

A entrada na aliança demonstra apoio político, mas não prova que dinheiro foi liberado ou que famílias passaram a receber atendimento. Planejamento, financiamento, cadastro, execução, fiscalização e avaliação continuam necessários.

Por que cooperar

Conflitos, eventos climáticos, desigualdade e crises econômicas reduzem o acesso a alimentos. Países com menor capacidade fiscal precisam de apoio para proteção social. Cooperação pode contribuir, mas não substitui orçamento nacional e responsabilidade dos governos.

Resultados possíveis

Alimentação escolar pode garantir refeições e criar mercado para agricultores; transferência de renda pode ampliar acesso a alimentos. Falhas de cadastro, orçamento ou controle podem limitar os resultados. A avaliação deve medir cobertura, qualidade e redução da insegurança alimentar.

Como avaliar

O lançamento foi resultado diplomático; a contribuição social dependerá dos planos apoiados, financiamento mobilizado, programas executados e pessoas atendidas. A aliança oferece uma estrutura, mas não reduz a fome simplesmente por ter sido criada.

Destaques de dados

  • Novembro de 2024: lançamento no G20
  • 148 membros fundadores
  • 82 países, além da União Africana e União Europeia
Fontes consultadas (3)
  • Aliança Global contra a Fome e a Pobreza — Documentos de lançamento — 2024
  • G20 Brasil — Força-Tarefa para a Aliança — 2024
  • G20 — Declaração de Líderes do Rio — 2024
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Atualizado em 22 de setembro de 2026