
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí determinou a soltura do vereador de Teresina Valdemir Sivirino Virgino, do PRD, e de outro investigado. A liminar foi assinada na segunda-feira, 5 de outubro, pela juíza Keylla Ranyere Lopes Teixeira Procópio. Os dois deixaram a prisão nesta terça, 6.
A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Virgino continua investigado em um caso sobre suspeita de corrupção eleitoral, conhecida como compra de votos, e associação criminosa.
Ação da PF terminou com 18 prisões
A Polícia Federal prendeu 18 pessoas em flagrante no sábado, 3 de outubro, durante uma ação em Teresina. A corporação informou que duas pessoas foram autuadas por corrupção eleitoral e associação criminosa. As outras 16 foram autuadas por corrupção eleitoral e tiveram fiança arbitrada.
Entre os detidos havia um agente político da capital. A Câmara Municipal confirma que Valdemir Virgino exerce mandato de vereador e está filiado ao PRD.
A PF apreendeu valores em espécie guardados em pacotes, material de campanha, documentos, listas e anotações com informações de eleitores. O Portal O Dia relatou que mais de R$ 40 mil foram encontrados com o vereador. O valor exato não foi divulgado na nota pública da PF.
Prisão preventiva durou dois dias
No domingo, 4 de outubro, o flagrante foi homologado e convertido em prisão preventiva pelo Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral. A defesa apresentou habeas corpus ao TRE-PI na segunda-feira.
Ao examinar o pedido liminar, a relatora não reconheceu ilegalidade manifesta no flagrante. Ela avaliou, entretanto, que a votação já havia terminado e que o risco apontado antes da eleição não permanecia com a mesma intensidade.
A decisão também registrou que, naquele momento, não havia elementos concretos de tentativa de destruir provas, intimidar testemunhas ou interferir na investigação. O mérito do habeas corpus ainda será julgado.
Soltura veio com restrições
Virgino e o outro investigado estão proibidos de manter contato entre si e com as outras 16 pessoas conduzidas pela PF. Também não podem deixar a comarca sem autorização e devem comparecer aos atos do processo.
A defesa nega compra de votos e associação criminosa. O advogado Carlos Douglas afirmou que o dinheiro seria usado para pagar pessoas que trabalharam em campanha. Também questionou a entrada dos policiais na clínica onde ocorreu a apreensão.
A Polícia Federal informou que os materiais apreendidos serão analisados. A apuração continua para esclarecer os fatos e individualizar responsabilidades. Não há condenação no caso.
Fontes consultadas (4)
- Polícia Federal, 4 de outubro de 2026, atualizada em 5 de outubro
- GP1, 6 de outubro de 2026, 7h27
- Portal O Dia, 6 de outubro de 2026, 7h47
- Câmara Municipal de Teresina, perfil oficial
