
A Corregedoria-Geral Eleitoral deu prazo para o Facebook preservar e fornecer dados de contas investigadas numa ação contra Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias.
A ação acusa os investigados de possível abuso de poder econômico e político por meio de uma rede de perfis que utilizaria o recurso de “collab” do Instagram. O TSE ainda não concluiu que houve irregularidade.
Uma collab permite que o mesmo conteúdo apareça associado a diferentes perfis. Em uso normal, é apenas uma ferramenta da plataforma. Numa campanha, muitas páginas podem ampliar uma publicação sem que o eleitor perceba imediatamente se existe coordenação por trás.
O TSE quer identificar titulares, administradores e possíveis conexões entre os perfis. A Shopee também foi acionada para identificar responsáveis por uma loja relacionada aos endereços encontrados durante a investigação.
O ministro responsável recusou, por enquanto, suspender a loja porque não havia elementos suficientes para ligá-la às candidaturas. Esse ponto indica claramente onde a prova termina neste momento.
O interesse público está em saber se a aparência de multiplicidade era real. Se os perfis forem independentes, trata-se de militância digital distribuída. Se houver administração comum, financiamento ou orientação central escondida, o quadro muda.
A eleição de 2026 está sendo disputada num ambiente em que distribuição importa tanto quanto conteúdo. A investigação das collabs desloca o foco para a estrutura usada para fazer uma mensagem chegar a milhões de pessoas.
Fontes consultadas (2)
- Tribunal Superior Eleitoral, Corregedoria-Geral Eleitoral, setembro de 2026
- Tribunal Superior Eleitoral, planos de conformidade das plataformas digitais para as Eleições 2026
