
Caetano Veloso aparece na tela. Depois Gilberto Gil. Paulinho da Viola, Malu Mader, Sophie Charlotte, Xamã, Zélia Duncan e outros artistas seguem a mesma sequência.
A frase é curta: “Bora, Lula.”
O vídeo foi organizado pelo coletivo 342 Artes e reúne nomes da música, televisão, cinema e teatro. A peça começou a circular nas redes e foi compartilhada por perfis ligados à campanha de Lula.
A simplicidade faz parte da ideia. Não há discurso longo nem apresentação de propostas. Os artistas emprestam rosto, voz e reputação a uma mensagem de apoio eleitoral.
O apoio de artistas a Lula tem história. Desde 1989, música, cinema e televisão aparecem em diferentes momentos das campanhas petistas.
Em 2026, a adesão também dialoga com a relação entre o governo Lula e o setor cultural depois dos anos Bolsonaro, período marcado por conflitos frequentes entre o governo federal e integrantes do meio cultural.
Não há base suficiente para medir quanto um vídeo de apoio altera intenção de voto. O que se pode observar é a capacidade de levar a campanha para públicos que não estavam procurando conteúdo político naquele momento.
Fontes consultadas (4)
- 342 Artes, publicação original
- Folha/F5, setembro de 2026
- Estado de Minas, setembro de 2026
- Veja, setembro de 2026
