
E quando o problema não é hospital? É não ter médico.
O Mais Médicos levou profissionais a lugares com dificuldade de atendimento. Criado com Dilma, o programa foi retomado e ampliado por Lula.
Uma unidade de saúde pode ter prédio, sala de espera e placa na entrada, mas o morador precisa encontrar alguém que o atenda. Quando falta médico, uma consulta simples pode exigir viagem para outra cidade. O custo aparece na passagem, no dia sem trabalhar e no tempo que a família passa sem orientação.
O Mais Médicos nasceu em 2013, no governo Dilma, para enfrentar a distribuição desigual de profissionais. Cidades pequenas, áreas rurais, periferias e territórios indígenas tinham dificuldades específicas de contratação e permanência. Formar médicos e ampliar serviços era necessário, mas a falta de atendimento naquele momento também exigia resposta.
O programa organizou a presença de profissionais em locais prioritários e incluiu ações relacionadas à formação. O objetivo de levar atendimento para perto da população ajudou a fortalecer a atenção básica. Essa etapa do SUS acompanha pessoas e famílias, identifica problemas, realiza cuidado contínuo e encaminha para outros serviços quando necessário.
Na retomada de Lula à Presidência, em 2023, o Mais Médicos voltou a receber impulso e expansão. O balanço do Ministério da Saúde de 2024 registrou 26.756 médicos em 4.412 municípios. São profissionais vinculados ao programa em lugares onde a rede precisava desse reforço, e não uma contagem de todos os médicos do país.

A presença regular permite uma relação que uma visita eventual não consegue substituir. O profissional passa a conhecer o território, as condições de vida e as dificuldades de acesso. A equipe pode acompanhar doenças crônicas, vacinação, gestantes e crianças. A consulta encontra uma história que continua depois da saída do paciente.
Para o trabalhador, atendimento perto de casa reduz deslocamentos e despesas. Para um idoso, pode significar conseguir acompanhamento sem depender de uma viagem. Para comunidades distantes, a presença da equipe altera a possibilidade de receber cuidado no momento adequado. A distância física produz desigualdade de saúde quando vira um obstáculo permanente.
O médico precisa de uma rede para trabalhar. Equipe, medicamentos, exames, encaminhamento e estrutura fazem parte do cuidado. O programa enfrenta a falta de profissionais, enquanto outras políticas precisam assegurar o funcionamento dos serviços. A qualidade aparece quando o paciente consegue atravessar essas etapas, e não apenas marcar uma primeira consulta.
A criação com Dilma e a expansão com Lula pertencem à mesma trajetória de fortalecimento do SUS. Levar médicos a quem estava esperando desloca recursos para endereços que costumavam ficar por último. Um país grande precisa organizar o cuidado para que a falta de renda ou a distância não determine quem terá atendimento.
Fontes
- Ministério da Saúde: Mais Médicos, balanço de 2024
- Ministério da Saúde: trajetória do programa
- Lei nº 12.871: criação do Mais Médicos
